terça-feira, 22 de março de 2011

Instituto MAIS lança calendario 2011 de encontros tecnicos gratuitos

Os encontros técnicos GMGA (Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental) são aguardados com ansiedade pelos especialistas e profissionais da sustentabilidade pela programação diferenciada que sempre apresenta. São temáticas levantadas em enquete pelo Instituto Mais junto a massa critica da sustentabilidade. Pratica que vem sendo adotada desde o inicio destes encontros, em 2002.

Em 2010, uma enquete com mais de 300 profissionais atuantes em sustentabilidade apontou os seguintes temas de interesse: Inovações, Energia, Consumo, Mídias e Tecnologias Sociais, Economia de Baixo Carbono, e Tecnologias Limpas. Baseado nestes indicadores, o Instituto MAIS convidou especialistas nos temas apontados e gestores que tiveram cases selecionados para integrar o Ranking Benchmarking 2010 dos detentores das melhores práticas de sustentabilidade.
AGENDE-SE E PARTICIPE DO CALENDARIO IMAIS 2011

Os encontros técnicos acontecem sempre na ultima 5ª feira dos meses de abril, junho, agosto e outubro, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social (Rua Bela Cintra, 1032), das 9h00 as 12h00, em São Paulo. As vagas são limitadas, e as inscrições pela internet por ordem de recebimento. A participação é aberta e gratuita com direito a certificado, também pela internet.

O primeiro encontro do ano se realizará em 28 de abril e tratará do tema Energia e Inovações com especialistas do SENAI, falando de Inovações, da COGEN, falando da Bioeletricidade (energia do bagaço da cana), e NEOENERGIA, falando da eficiência energética, um Case Benchmarking selecionado em 2010.

Abaixo, a programação completa 2011 com Especialistas e Gestores Benchmarking. Vagas Limitadas, participação gratuíta com emissão de certificado pela internet. Informações e Inscrições na URL www.institutomais.org/calendario

segunda-feira, 21 de março de 2011

INSTITUTO MAIS NA REDE SOCIAL BELA VISTA

O Instituto MAIS agora faz parte da Rede Social da Bela Vista, uma iniciativa que reune varias ONGs e Organizações para trabalhar a Sustentabilidade e a Responsabilidade Social neste importante Bairro da capital. A Rede Social Bela Vista conta com a participação do HSL - Hospital Sirio Libanes, do CVSP - Centro do Voluntariado de São Paulo, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, do SENAC, da Conexão Social FGV e da VAI VAI, entre outros.

SOBRE A REDE SOCIAL

Em janeiro de 2005 foi criada a Rede Social Bela Vista, para promover um modelo de desenvolvimento sustentável da região por meio da articulação e fortalecimento organizações sem fins lucrativos, governo e iniciativa privada para a mobilização de recursos financeiros, humanos e materiais em prol da comunidade local.

Hoje, são mais de 40 organizações dos setores público e sem fins lucrativos com trabalho em diversas áreas como: hospitais, ONGs, universidades, escolas, creches, unidades básicas de saúde, agentes comunitários do Programa Saúde da Família, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Centros de Apoio Psicossociais e líderes comunitários que trabalham em rede para desenvolver uma alternativa sustentável para a comunidade do bairro.

A mobilização da Rede é feita por meio de reuniões mensais, fóruns trimestrais de discussão sobre temas como saúde, educação, políticas públicas, sempre com a presença de convidados que possuem trabalhos relevantes em cada tema discutido. Nesses encontros, a participação da população do bairro é expressiva, aproximando o foco de atuação da Rede ao público-alvo desse trabalho.

Aproximadamente 30 pessoas representantes das diversas organizações e lideranças do bairro estiveram na ultima reunião, dia 18 de março, sexta feira, na Estação Caneca Espaço Cultural Trilhas da Arte, um aconchegante point cultural localizado na Rua Frei Caneca, 384.

O Instituto MAIS foi representado pela Presidente do Comitê de Sustentabilidade, Marilena Lino de Almeida Lavorato. Abaixo, uma foto do grupo para a posteridade.






Juntos por uma nova cultura de sustentabilidade

domingo, 27 de fevereiro de 2011

AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DO INSTITUTO MAIS

Sextas ECOMAIS - Uma iniciativa que optou pela simplicidade para gerar bem estar e promover transformação social.

Toda ultima sexta feira do mês, das 13h00 as 16h00 na sede do Instituto MAIS em São Paulo (região da Paulista) acontecem as sextas ECOMAIS, oficinas de reciclagem e qualidade de vida.

Nas fotos ao lado e abaixo, Morgana Cruz (com avental amarelo), psicologa e idealizadora das oficinas Virando do Avesso, em ação em uma Bibliotéca da cidade de Barueri e também na sede do Instituto MAIS. Morgana atua há mais de uma década com qualidade de vida e oficinas de reciclagem.

Nas oficinas além de ensinar técnicas de reaproveitamento de materiais, Morgana também dá dicas de qualidade de vida e anti stress.
Uma iniciativa do bem que adota atividades simples e artesanais como dobraduras, recorte e colagem para o reaproveitar materiais que seriam descartados. Gera bem estar, transformação social, e ainda protege o meio ambiente.

Nas oficinas são ensinados técnicas para o reaproveitamento de diversos materiais, e produzidos caixa de presentes, bijuterias, objetos de decoração para casas e escritórios, customização de roupas, bolsas, brinquedos, brindes, chaveiros, entre outros. São utilizados caixas de embalagens de papelão, plastico, tecidos, lonas, panfletos, entre outros.

As oficinas ECOMAIS fazem parte do Programa de Responsabilidade Social do Instituto MAIS, que tem por objetivo compartilhar conhecimento para a construção de uma nova cultura Pro-Sustentabilidade. As atividades são realizadas em conjunto com Parceiros do Instituto Mais, neste caso, o ECOMAIS.

As oficinas de reciclagem recebem pessoas interessadas no aprendizado da técnica para depois atuarem como multiplicadores em projetos de inclusão social e geração de renda, ou mesmo, para seu uso próprio.

O ECOMAIS reune um grupo de artesões e ambientalistas que compartilham suas técnicas em eventos e oficinas, e as instituições que tiverem interesse em contratar oficinas, mostras, arte-instalações e intervenções artisticas culturais, devem fazer contato com o Instituto MAIS.

As empresas que quiserem levar esta atividade especifica (oficina) ou atividades similares para seus colaboradores ou para comunidades dentro de projetos de inclusão social e geração de renda, devem fazer contato com o Instituto MAIS nos telefones (11) 3637-4457 / (11) 3637-4459 / (11) 3257-9660.

As pessoas que quiserem participar das Sextas ECOMAIS devem também ligar para o Instituto MAIS para informações. As vagas são limitadas, e as oficinas acontecem sempre na ultima sexta feira de cada mês.

Na foto acima, Morgana Cruz (ECOMAIS) e Marilena Lavorato (Instituto MAIS) e na foto ao lado, Consuelo Matroni (ECOMAIS), com alguns participantes das Sextas Ecomais que foram realizadas nas ultimas sextas feiras de janeiro e fevereiro de 2011. Muito talento, criatividade e bem estar nas oficinas da Morgana Cruz e Consuelo Matroni, artesãs, estilistas, arte educadoras e ambientalistas. Das mãos destas profissionais saem objetos íncriveis, e de suas oficinas, conhecimento e motivação para construirmos juntos, um futuro mais justo e sustentável.



Conheça e participe do calendário de atividades 2011 do Instituto Mais para compartilhar conhecimento e construir uma nova consciência pro-sustentabilidade. Para saber mais sobre o Instituto MAIS, visite site oficial: http://www.institutomais.org/


Tome nota e se programe para participar da 4ª FIBoPS que se realiza em junho, 26 a 28 de Julho no Centro de Eventos São Luis (esquina da Paulista com a Bela Cintra - próximo da estação Consolação do Metrô) em São Paulo. A programação é intensa e as atividades são abertas e gratuítas.

Serão 03 dias em que São Paulo se transforma na sede oficial das Boas Práticas Socioambientais. A FIBoPS é aberta ao publico visitante. Não perca esta oportunidade de ficar frente a frente com os melhores da sustentabilidade do Brasil e de outros países.

Esta e outras oficinas e atividades de Bem Estar e Transformação social estarão presentes em JULHO SUSTENTAVEL da 4ª FIBoPS. Salas do Conhecimento, Congresso Internacional, Espaço Lúdico Cultural, Ilhas de Sustentabilidade e Salas Técnicas fazem parte do maior Intercâmbio Internacional Pro Sustentabiliade do país. Para mais informações visite site oficial: http://www.fibops.com.br/

Na foto acima, Morgana Cruz em stand da 3ª FIBoPS realizada em julho de 2010 no centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FIBoPS recebe recomendações de especialistas do Brasil e de outros países

Julho Sustentável é o nome que está recebendo a programação da 4ª FIBoPS pelo fato dela reunir 4 grandes atrações em um único local e período: Mostra, Congresso Internacional, Ranking Benchmarketing e Lançamento do Livro BenchMais 2 com 198 praticas catalogadas em 8 edições já realizadas pelo Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro

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A FIBoPS (Feira e Congresso Internacional de Boas Práticas Socioambientais) está em sua quarta edição , e já é reconhecida como o maior intercâmbio Internacional pro-Sustentabilidade do País pelo fato de reunir a massa critica da sustentabilidade de todo o Brasil e também de outros países – Mais de 90% do publico visitante tem superior completo e/ou alguma especialização.

Esta semana , a FIBoPS lançou seu site oficial e recebeu 17 recomendações de especialistas e lideranças atuantes em sustentabilidade de varios estados do Brasil,e também da França e Uruguai. As recomendações estão no Linkedin, uma das mais respeitadas mídias sociais corporativas. Veja Linkedin - www.linkedin.com/company/instituto-mais/products

A FIBoPS 2011 contará com a participação das empresas rankeadas pelo Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, Universidades de primeira linha, Palestrantes internacionais e Empresas expositoras com suas práticas, ações e produtos pro-sustentabilidade. A Eldorado é a radio oficial do evento.

Por ser um evento especializado com o objetivo de democratizar o acesso a informação qualificada em sustentabilidade, o visitante terá acesso a conteúdos avançados e inovações técnológicas em uma mostra de 03 dias em que São Paulo se transformará na capital oficial das boas práticas de sustentabilidade.



O evento acontece no período de 26 a 28 de Julho, no Centro de Eventos São Luis (esquina com a Av. Paulista), em São Paulo.

A programação técnica inclui Salas do conhecimento, Salas técnicas, Espaço ludico cultural, Mostra de produtos e inovações , Congresso internacional e Dia Benchmarking, compartilhar para crescer. Com exceção do Congresso e Dia Benchmarking que são eventos fechados, todo o restante da programação será aberta e gratuíta ao publico visitante.

Agende-se e participe do JULHO SUSTENTÁVEL da 4ª FIBoPS.


Veja Video da FIBoPS 2010

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O desafio da gestão adequada de resíduos

Kátia Corrêa é integrante da EcoMais, empresa responsável pelo gerenciamento dos resíduos gerados na última FIBoPS e é formada em Marketing pela Faculdade Fundetec em SP. Ela agora integra o corpo técnico das atividades do Instituto Mais e nos explica, a partir de sua experiência, o difícil panorama da gestão do "lixo" na cidade de São Paulo.

Qual é o maior desafio na hora de fazer a recolhida dos resíduos de um evento?

A falta de verbas e subsídios, há custos com caçambas, caminhão e mão de obra.

Quando estabelecem parceria com algum evento, é uma prerrogativa da empresa que o lixo seja dividido já pelos freqüentadores do evento, ou isso é opcional?

Na verdade o coletor reciclado colorido é uma forma de conscientizar os visitantes, os expositores e profissionais envolvidos no evento, como não é um hábito a utilização dos coletores as pessoas acabam misturando os resíduos.

Qual equipamento ou utensílio é utilizado para facilitar a retirada e o transporte desses resíduos?

A mão de obra é importantíssima, mantemos as normas trabalhistas, a forma logística como quantidade dos profissionais envolvidos, caçambas, caminhões e bags é de acordo com o porte do evento.

Qual é a relação que vocês estabelecem com os aterros sanitários?

Os responsáveis pelo contato com os aterros sanitários são as empresas que realizam a coleta dos resíduos orgânicos.

Em que situação se encontram os aterros controlados de São Paulo? É possível visitá-los?

Não tenho dados precisos, mas por acompanhar reportagens e ler a respeito do tema os aterros sanitários de São Paulo encontram-se sobrecarregados, isso prejudica demais o meio ambiente e o homem, a forma desenfreada do manuseio dos lixos orgânicos com os resíduos reciclados é surpreendente.

O que você entende sobre o sistema de recolhida municipal de lixo de São Paulo? A coleta seletiva em São Paulo é expressiva?

A coleta em SP é mínima, existe o sistema de coleta seletiva nos bairros com datas e hora especifica, mas não é divulgada, o volume de lixo que gera em SP é muito grande.



O público de São Paulo é conscientizado sobre a separação de resíduos de uma maneira geral?

Conscientizados não são, mas tem conhecimento sobre o tema, muito se fala na mídia sobre Sustentabilidade, Economia Verde, Marketing Verde e etc, a forma que é abordada a população não se interesse e isso é perceptível basta olharmos os lixos jogados nas ruas de SP. Aposto na Educação Ambiental como disciplina obrigatória nas escolas.

Você crê que a implementação da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), aprovado em 2010, irá trazer maiores avanços para qual etapa da gestão dos resíduos?

Acredito na implementação corretiva e preventiva, infelizmente só funciona como forma punitiva quando mexe no orçamento das pessoas físicas e jurídicas, gostaria de elucidar que não estou incentivando os órgãos competentes a criar mais uma taxa/imposto. Se de fato questionarmos sobre PNRS não teremos nenhuma resposta concreta. Infelizmente só nos resta esperar.

Você crê que há uma supervalorização dos galões de recolhida seletiva em detrimento de campanhas para a diminuição do consumo?

Banalização sim, em 2009 foi o ano da Sustentabilidade, nunca se falou tanto em aquecimento global, sustentabilidade, acordo em Copenhague, que inclusive foi considerado o movimento furado, muito se fala pouco se faz, a melhoria depende de nós, os custos com divulgação são grandes, se iniciamos plano de Educação Ambiental e realmente mostrarmos o que pode ser feito com os resíduos reciclados, acredito no retorno positivo e de uma campanha eficaz/eficiente.





sábado, 11 de dezembro de 2010

Mexico: Evento paralelo a COP 16 discutiu cultura de sustentabilidade e açoes orientadas pela sociedade civil


Terminou hoje a segunda ediçao do Klima Fórum10, na cidade de Puerto Morellos, vizinha a Cancun. O evento, originado na COP15 em Copenhagen, manteve o objetivo de discutir paralelamente, temàticas levantadas durante a COP 16 - que ocorreu durante a mesma semana- e demais açoes ligadas a sustentabilidade e mudanças climáticas. O evento foi liderado pela sociedade civil e teve a presença de mais de 40 nacionalidades, entre ambientalistas, técnicos ambientais, jornalistas e representantes de ONG´s.
Ao longo dos quinze dias de duraçao, o Klima Forum funcionou como um Centro de Conferencias e EcoAldeia. Os participantes puderam se hospedar nos alojamentos e participar de discussoes sobre temas ligados a cultura de sustentabilidade, organizacoes civis formais e informais aliadas a causa ambiental, resolucoes recém discutidas na COP 16 - como validade do Tratado de Kioto e falhas na definiçao do mecanismo REDD - além de estratégias de participaçao para a COP17, que será relizada em 2011 em Cape Town, África do Sul.
Um dos organizadores do Klima Forum, o diretor da "Red por el Decrecimiento" da Cidade do Mexico, Miguel Valencia, resumiu algumas das conclusoes chegadas durante o encontro. "Devemos abrir mais espaço de participaçao política para a sociedade civil, pois as decisoes, inclusive de cunho ambiental, devem começar desde a base e nao serem sempre esperadas apenas de uma porcentagem mínima de representantes."
Outro líder do evento, o israelense Karim Kohn, argumentou sobre a necessidade de maior transparencia, e participaçao de organizaçoes civis de diversos estratos - como ligas campestres e cooperativas - na geraçao de decisoes em conferencias como uma COP. "As metas definidas em conferencias de grande porte, deveriam iniciar seu processo de discussao sendo aprovadas por votos populares locais, e só assim levadas a validade em escala global." Mais informaçoes sobre o que tratou o KlimaForum10 podem ser encontradas no site http://klimaforum10.org/



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O real valor da sustentabilidade na visão de especialistas da Economia

A palestra "Sustentabilidade: A legitimação de um novo valor", promovida hoje (22) pelo Banco Itaú, teve como título o nome do livro que foi lançado no evento. Escrito por José Eli da Veiga, coordenador do Núcleo de Economia SocioAmbiental da USP, o livro foi uma espécie de base teórica orientadora do debate que contou com, além de Eli, o comentarista de eco-política da rádio CBN e cientista social, Sergio Abranches e o doutor em economia e ganhador de dois prêmios Jabuti de literatura com os livros "O valor do Amanhã" e "Ilusão da alma", Eduardo Giannetti. O debate foi marcado pela inclusão do conceito de sustentabilidade nas esferas política e econômica, e o questionamento de medidas estratégicas pouco cooperativas por parte de países em ascenção.

José Eli enfatizou que a transição do país a um modelo econômico de baixo carbono não poderá depender estritamente de uma corrida tecnológica. Uma abordagem mais adequada para a questão ambiental, envolveria a adaptação de referenciais como o PIB, a uma maneira mais integrada de avaliar as dinâmicas econômicas: "São necessários indicadores de bem-estar e sustentabilidade física, e não apenas de origem monetária, como o Banco Mundial continua defendendo." Giannetti aproveitou o tema para ilustrar o paradoxo que há no conceito da sigla: "Algumas sociedades contaminan seus recursos para produzirem bens, e aparentemente ficam mais ricas. É como se em um momento, tivessemos que carregar garrafinhas de oxigênio no bolso, e assim mesmo, o PIB iria aumentar."

Sergio Abranches opinou de acordo com sua experiência na última Cúpula do Clima, que lhe rendeu o livro "Copenhagen: Antes e depois". A questão destacada foi a necessidade de dividir o foco das tomadas de decisões em grandes reuniões globais, com as medidas executivas a níveis domésticos. "No Brasil, as decisões sobre pesquisa e desenvolvimento são muito estatizadas. Há pouco incentivo do governo ao etanol de base celulósica e energias solar e fotovolatica. Os líderes quando se encontram em grandes reuniões, já chegam com as medidas definidas pelos ministérios de seus países." E citando Maquiavel, concluiu: "Um bom príncipe cívico, deve ter súditos cívicos que saibam o que reivindicar."

Giannetti ressaltou a importância de resgatar a dimensão natural e ecológica da economia para a reflexão de novos valores que possam fundamentá-la. Em seu discurso, ilustrou como é dificil as sociedades colherem os frutos espirituais de suas buscas de crescimento econômico, pois quando estabilizam ou estagnam, apenas pensam em voltar a crescer. "O trabalho em muitas situações perdeu o sentido de ser para as pessoas, e nessa dinâmica elas necessitam do consumo para preencher esse espaço." Um dado indicado no debate sobre consumo, diz que os EUA e China já possuem a mesma taxa de emissão de carbono equivalente na atmosfera, sendo que os chineses, por enquanto representam apenas um quarto da taxa de consumo dos americanos. "E eles estão apenas começando", disse Giannetti.

Ficou também a premissa, segundo Eli, de que em termos de emissão de carbono o Brasil tem vantagens graças as matrizes mais limpas vindas de hidroelétricas e álcool, porém, a exploração do Pré-sal existe como uma prerrogativa de que "vamos poluir muito ainda pela frente". Segundo Eli a reserva poderá representar uma maneira eficaz de desenvolvimento, dependendo crucialmente da maneira em que for feita. "O Pré-sal necessita de um mecanismo forte de captura e armazenamento de carbono como o CCS (Carbon Capture Storage). Um funcionário da Petrobrás me esclareceu que mesmo sendo caro no mercado, o país conseguiria adotar o mecanismo por um preço acessível".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Kotler e o Marketing Sustentável

O bem-sucedido pensador e autor de livros sobre marketing, Phillip Kotler, fez ontem (9) uma palestra para mais de cinco mil pessoas no auditório do HSM Management, fórum de gestão empresarial, ressaltando conceitos-chave de seu último livro Marketing 3.0. Kotler iniciou o discurso - composto inicialmente por duas horas, mas diminuido pela pressão da audiência excedente, mantida fora do auditório - afirmando que esse é um momento de ouro para o Brasil, já que existe paz, crescimento econômico e dois grandes eventos globais esportivos por vir.
Kotler não chegou a elogiar a fama do país, adquirida na cúpula de Copenhagen, de atenta a preceitos da sustentabilidade, mas deixou claro que para as organizações serem realmente eficazes e inovadoras na próxima década, terão que adaptar seu foco em fazer a diferença na vida das pessoas, e ajudar o planeta.

Algumas diretrizes básicas

Trazer o objetivo da empresa para a geração de valores mais específicos, olhar clientes como potenciais comunidades inter-conectadas e fazer o que é certo, e não apenas o lucrativo foram algumas das orientações que o autor explicou em sua apresentação. O exemplo segundo ele, do que seria uma "marca viva", atuante sobre o prisma desse novo modelo, é a empresa americana Timberland, que assegura positivamente o que seriam os três I's do Marketing 3.0: integridade, identidade e imagem. Nesse quesito, a empresa tem um segmento de atuação comercial muito bem definido, mantém um portfólio de iniciativas sociais nas quais "acredita" e fornece apoio, e figura em um lista de grandes marcas que os americanos "amam".

Nós do Instituto + estamos em total concordância com os príncipios expostos por Kotler, por exemplo, as eras da participação e da sociedade criativa, delimitando os novos conceitos de marketing, e os objetivos empresariais direcionados não apenas ao lucro e progresso social mas também focados em geração de valores ambientais e sustentabilidade.
Talvez nosso principal exemplo dentro desse contexto, seja a lapidação de um conceito próprio de Benchmarking, definido inicialmente pelo expert Cristopher E. Bogan, como "um método sistemático de procurar os melhores processos, idéias e procedimentos de operação que conduzam a um desempenho superior", resumido em nosso slogan como "Compartilhar para Crescer".
Nessa linha é correto dizer que o livro BenchMais 2, que será lançado em 2011, foi produzido por uma dinâmica participativa, já que contempla 198 cases de experiências socioambientais escritos por especialistas, de empresas e organizações, atuantes em diferentes realidades técnicas e econômicas. O selo Benchmarking, a FIBoPS, o livro BenchMais, os encontros técnicos gratuitos, entre outros, confirmam que estamos no caminho certo, e fazendo a coisa certa, conforme os fundamentos do Marketing 3.0, o que seria a versão humanizada dessa recente prática.